Ago 23

Na última semana, os dirigentes do Sindicato dos Gráficos de Taubaté e região (STIG) foram até as maiores gráficas de Taubaté, Aparecida, São José dos Campos e Pindamonhangaba, que possuem 900 empregados.Os funcionários nas menores gráficas também foram visitados. Em todos locais, os trabalhadores foram convocados para assembleia geral da campanha salarial 2017/18. Apesar do desinteresse de vários, como visto todos anos, foi alertado que o cenário de apatia precisa mudar. Foi dito que é preciso ter ampla participação, ou haverá perdas de direitos diante da aprovação da reforma trabalhista - lei que entra em vigor já no dia 13 de novembro e que deixa o patrão baixar direitos hoje existentes.

Os efeitos da reforma trabalhista já entram em vigor 13 dias após a data base da categoria, que é em 1º de novembro. "Com isso, precisamos participar, como nunca antes, desta campanha salarial - período que se reivindica dos patrões o reajuste salarial e a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da classe, como cesta básica e PLR", alertava o diretor do STIG Taubaté, Sandro Ramos, pelas empresas por onde passou na ultima semana. O dirigente lembrou que estes e os outros 84 direitos contidos na convenção estão ameaçados, inclusive os índices da hora-extra e adicional noturno, que são maiores que a CLT. A hora-extra na convenção coletiva é de 65% e 100% e na CLT só 50%.

O sindicalista alertou ainda que essas conquistas e os reajuste salariais só existem através da atuação dos STIGs desde o primeiro sindicato em 1923, quando realizaram grande greve que deu origem a 1ª convenção da categoria e nasceu o dia nacional dos gráficos (7 de fevereiro). Mas, com a reforma trabalhista, se não houver unidade e reação da classe, os sindicatos pouco poderão fazer para continuar defendendo tal direitos. As maiores gráficas visitadas foram: Morpho e Mecaplast (em Taubaté), Santuário (Aparecida), Tamoio (São José) Allparts ((Pindamonhangaba).

"A lei agora é outra. Mudou em favor do patrão e contra o trabalhador. Assim, ou o trabalhador vem lutar com a gente, ou perderá o que já conquistamos", alertou Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), entidade que o STIG Taubaté faz parte com todos os outros do Estado. Os patrões já têm tal lei e vão tentar aplicar os seus efeitos negativos contra os empregados dentro das suas empresas. Mas só haverá retrocesso, se os gráficos não participarem desta campanha salarial. Portanto, é preciso resistir para avançar - slogan da campanha.

Até a conclusão da reportagem não tivemos notícias da assembleia, que foi realizada no último domingo (20), no município de Potim, no Espaço Araçuai. Outra matéria será produzida e divulgada em breve para todos.

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Ago 22

Nos dias 9 e 10/8, o Sindigráficos realizou assembleias com os trabalhadores da empresa Folha da Manhã. Na ocasião, foi renovado o acordo coletivo de trabalho no que diz respeito a escala de 3×4 e 4×3, aprovado por 99% dos trabalhadores presentes através de voto secreto. Além disso, os gráficos aprovaram também o Programa de Participação de Resultados (PPR). Assim, se for atingida a meta da empresa, cada trabalhador receberá 25% do salário mais R$ 490 fixos. Caso a meta não seja atingida, o trabalhador continua tendo garantido a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), previsto em Convenção Coletiva de Trabalho. O Sindigráficos também conversou com os trabalhadores sobre as mudanças que a Reforma Trabalhista trarão em novembro, quando as novas leis passarão a valer.

FONTE: STIG BARUERI

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Ago 22

Dezesseis gráficos sindicalizados do Diário/SP, em Jarinu, acabam de ganhar na Justiça o direito de seguir suas vidas profissionais através do exitoso processo do advogado do Sindigráficos, Luiz Carlos Laurindo. Eles estavam abandonados pelo patrão e impedidos até de procurarem novo emprego para se alimentar e as suas famílias, frente os imbróglios e manobras jurídico/judiciais dos grupos empresariais responsáveis pelo jornal. A empresa parou a produção há meses sem desligar nenhum dos 50 gráficos e sem cumprir uma só obrigação trabalhista, aproveitando-se do complicado processo falimentar parcial dos então grupos envolvidos. Sem salário, direitos ou baixa nas carteiras de trabalho, 16 gráficos que optaram em confiar no jurídico do sindicato, acabam de ter garantido na Justiça a baixa nas sua carteiras e seguirem a vida profissional. E ainda os alvarás para sacarem o FGTS depositado e para darem entrada no Seguro-Desemprego. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ 

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Ago 22

A partir de segunda-feira, dia 21, o Sindicato abre inscrições para o curso de alfabetização promovido em parceria com a empresa FTD. Serão oferecidas 25 vagas. As aulas começam dia 02 de setembro, na sede do Sindicato. Mais informações no número: 2443-1294

FONTE: STIG GUARULHOS 

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Ago 21

Na quinta-feira (10), gráficos do Jornal A Tribuna rodaram o Diário Oficial de Santos pela última vez, após 47 anos de fundação. A publicação, que veiculava notícias de utilidade pública, serviços e de informações gerais, além de dados da gestão municipal, será veiculado apenas digitalmente. Embora a impressão respondia só por 0,05% do orçamento da cidade, o prefeito decidiu extinguir por alegar problema financeiro. Sem circular, o Sindicato dos Trabalhadores Gráficos (STIG) da Baixada Santista avalia que além de gerar problemas sobre os gráficos, o fim do jornal impresso dificultará o acesso dessas informações sobretudo para os idosos, estes que hoje são 20% da população local e têm limites no uso da internet. Os desempregados são outros penalizados com a exclusividade do acesso digital, pois não terão como pagar pacote de dados de celular ou acessar através de lan house.

"Esta foi uma morte anunciada do Diário Oficial impresso, que começou bem antes, em 1998 e por culpa do atual deputado federal Beto Mansur, quando era prefeito de Santos", repudia Jorge Caetano, presidente do STIG local. A morte do então jornal iniciou desde quando Mansur fechou o parque gráfico da empresa ligada ao município (Prodesan), gerando mais custos para rodar em outro local. A prefeitura de Santos gasta hoje R$ 1,6 milhão para imprimir os atuais 30 mil exemplares de 2º a 6º feira. O deputado Mansur é inclusive um dos aliados do presidente Temer, ajudando-o a desmontar a CLT através da nefasta reforma trabalhista.

O distrato do contrato de impressão do Diário com A Tribuna de Santos foi publicado na versão eletrônica do jornal oficial na terça-feira (15). O STIG de Santos não se conforma com tamanha atrocidade. A entidade articulou até a Câmara Municipal local contra a decisão. A ex-prefeita da cidade, hoje vereadora Telma de Souza (PT) realizou Audiência Pública à pedido do presidente do Sindicato dos Gráficos. O movimento sindical da Baixada Santista e trabalhadores do jornal A Tribuna participaram. O objetivo da atividade foi chamar atenção para a questão e fazer com que o Diário Oficial de Santos continue sua circulação em suporte impresso.

Embora não acabe efetivamente com o Diário, o sindicalista questiona a decisão do atual prefeito, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), de mantê-lo só digitalmente sob o pretexto de problema financeiro, quando o custo não é alto e ainda mais diante dos benefícios que o jornal impresso oferece ao povo. "Com a morte do jornal impresso, isso prejudicará grande parte da população que não usa ou domina a ferramenta da internet, onde terão dificuldade de acessar", reforça Caetano. Ele critica ainda que a ação pode trazer prejuízos para a categoria dos gráficos, estes que são responsáveis pela impressão.

Para Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), entidade na qual o STIG Santos é associada, a era digital tem provocado grandes transformações dentro da classe e trás ameaças. O experiente sindicalista, que tem participado de fóruns pelo mundo sobre as radicais alterações do mundo laboral com as inovações tecnológicas, avalia com bastante preocupação o que ocorre em Santos. "A morte do Diário Oficial impresso trás consequências reais e diretas nos postos de trabalho", afirma. Tanto trás que o grupo A Tribuna, onde o Diário estava sendo impresso até hoje, já realizou alterações internas e fundiu os três setores administrativos do grupo, formado pelo jornal, rádio e pela TV.

written by FTIGESP

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