Mai 11

Adesão é de 100%, inclusive do pessoal do Administrativo e Segurança

Na última semana, ao invés de produção, as máquinas ficaram paradas na gráfica Santa Rosa Embalagens, em Vila Jaguará na cidade de São Paulo. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços diante do contínuo desrespeito aos direitos da classe. O mês começou com três meses de salário pendentes, sendo o estopim da deflagração da greve espontânea dos funcionário e que contou na sequência com todo apoio do Sindicato da classe no local (STIG-SP). A entidade, que buscou dar legalidade ao movimento paredista, promoveu assembleias todas as manhãs e formou uma comissão de empregados para negociarem juntos com a empresa.

"Além do absurdo atraso salarial, a gráfica Santa Rosa vem deixando de pagar vários direitos dos seus 168 empregados", diz Alexandre Gaúcho, diretor do STIG-SP. Ele informa que já são oito meses sem distribuir a cesta básica definida pela Convenção Coletiva de Trabalho da classe . E já faz dois anos que não paga a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores. Sem falar em pendências no Vale Transporte, o que inviabiliza a ida dos gráficos à empresa, ao não ser que paguem do bolso para chegarem, pedindo emprestado já que estão sem salário.

Paciência tem limite. Eis o motivo da greve. Apesar disso, o proprietário da empresa não apresentou saída ao STIG e à comissão de gráficos para acabar com a greve. Pelo contrário, até viaturas da PM estiveram no local. Com isso, a greve se manteve e o Sindicato recorreu à Justiça, como decidiu os empregados durante as assembleias que foram feitas em todas as manhãs. Gaucho junto com Antônio Sudário e José Penna, ambos dirigentes sindicais, tem acompanhado todo o processo em todos os dias do movimento grevista. Ele critica a empresa, pois garante que a Santa Rosa foi uma das que já acumulou grande lucro em São Paulo.

Gaucho lembra ainda que a gráfica sempre manteve uma cultura arredia contra a organização dos trabalhadores junto ao sindicato. A empresa já chegou a ter 520 empregados. "Infelizmente, a maioria seguia esta linha patronal de rejeição ao sindicato, opondo-se à contribuição financeira e sem associarem. Apesar disso, o STIG continua junto deles enquanto o patrão virá às costas", destaca Augusto Neto, presidente do Sindicato.

Infelizmente, o caos agora já se instaurou. E a revolta dos trabalhadores só cresce contra o patrão. E, acertadamente, decidiram se sindicalizar. "Dos 168 gráficos, 100 gráficos já estão filiados e isso deve aumentar", diz Gaucho. Os trabalhadores inclusive criticam bastante a opção do dono da empresa em não apresentar uma solução para o problema que ele mesmo criou. "É um absurdo dizer que só pode pagar se voltarmos a trabalhar, depois de nós trabalharmos sem receber há meses", diziam.

Para Leandro Rodrigues, secretário-geral da Federação Paulista da categoria (Ftigesp), entidade na qual o STIG-SP é filiada, o cenário atual mostra para os gráficos da Santa Rosa e a todos do estado quem são os verdadeiros defensores deles, sobretudo na dificuldade. "O patronal diz que os STIGs não servem para nada. A maioria dos trabalhadores acreditam. E quem que sai ganhando e quem sai perdendo com isso?", questionou. O perdedor será sempre o trabalhador se manter seu STIG fraco. Portanto, os gráficos acertam agora em se sindicalizar em massa, mas é precisa fazer isso todo tempo para manter e avançar em direitos, ou tão somente administrar uma situação durante os momentos de caos.

A Ftigesp, na pessoal do seu presidente Leonardo Del Roy, aproveita para parabenizar a ação do STIG-SP em defesa dos gráficos da Santa Rosa Embalagem, mesmo com o histórico de baixa adesão ao sindicato. "E de lamentar que uma empresa tão importante no setor gráfico chegue a este ponto, sendo ainda mais grave o desrespeitar aos empregados. "Diante do descaso da empresa, o STIG acerta ao apoiar a greve dos trabalhadores, não deixando-os abandonados, dando legalidade a este movimento paredista e buscando uma saída em defesa da classe", frisa.

Del Roy completa dizendo que buscar o dissídio judicial é indispensável para forçar o patrão a apresentar uma solução. Contudo, independente disto, o experiente sindicalista cobra da gráfica Santa Marta que abra um processo de negociação junto ao Sindicato para se buscar a solução para a vida dos trabalhadores. "É o que nós esperamos que ocorra", diz.

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Mai 10

Campanha do ministério público do trabalho sobre reforma trabalhista, se você continua achando que nossa luta é somente pelo imposto sindical devo lhe informar que o MPT não recebe imposto sindical mas, também é contra. VEJA AQUI 

FONTE: STIG GUARULHOS 

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Mai 10

Chegam novas queixas no Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) de que a gráfica Amaral em Bragança Paulista tenta passar por cima de direitos de seus trabalhadores. Dentre eles, ela negou o pagamento de horas-extras feita há algumas semanas e ainda tem descontado ilegalmente alguns dias das férias dos gráficos. Além disso, paga o menor valor de vale alimentação da região, indo de contra o obrigatório reajuste posto pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe. O valor mínimo deve ser o suficiente para comprar os itens alimentícios da cesta básica em supermercados da área. Todos os itens estão definidos na CCT. A empresa tem pago R$ 90, muito longe da média que é de R$ 120. O Sindigráficos já a notificou oficialmente. LEIA MAIS 

FONTE: STIG JUNDIAÍ

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Mai 10

A Diretoria dos STIGs de Santos e do ABC se se reuniram durante todo o dia de ontem na sede dos gráficos do grande ABC para analisar a proposta de retirada de direitos conquistados ao longo dos anos e que fazem parte integrante da Convenção Coletiva de Trabalho que beneficia os trabalhadores dessas duas regiões. LEIA MAIS 

FONTE: STIG SANTOS

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Mai 09

Os diretores eleitos ficarão à frente do STIG Taubaté até o ano de 2023

Nesta quinta-feira (10), o destino dos gráficos de Taubaté e de mais 38 cidades que englobam todo o Vale do Paraíba/SP estarão nas mãos dos empregados já sindicalizados. Participarão da eleição para definição da nova direção do Sindicato da classe (STIG) pelos próximos cinco anos. O experiente sindicalista Sandro Ramos, gráfico na região desde 1986 e há 20 anos dentro do STIG, colocou seu nome à disposição da categoria para presidir o órgão, mesmo consciente de que com a atrasada nova lei do trabalho enfrentará um período mais difícil para o movimento sindical e para a garantia de direitos, condições laborais, emprego e salário da classe trabalhadora.

"Não sabemos ainda como faremos isso, mas vamos enfrentar. O STIG precisará se reinventar para poder continuar ajudando os gráficos, pois a nova lei ataca direitos trabalhistas e sobretudo as entidades da classe obreira, com a meta de inviabilizar a necessária defesa do trabalhador. Todavia, esse desafio é nosso e vamos encampar esta luta junto com outros gráficos que também colocaram os seus nomes para a direção sindical", conta Sandro. Os trabalhadores aptos para a votação, ou seja, aqueles que são sócios, terão três locais para participarem da votação: a sede do STIG em Taubaté, a Editora Santuário em Aparecida e haverá também uma urna móvel que percorrerá diversas empresas na região.

Sandro colocou seu nome para concorrer à vaga de presidente do STIG pela primeira vez. Ele mostrou seu compromisso com a classe, mesmo neste difícil momento. Igual perfil é verificado nos gráficos Valdeir Reis, Carlos de Moura, Ivana Moreira, Benedito Pereira. Colocaram-se para assumir a tarefa de estar à frente da entidade até 2023. A chapa conta ainda com Demerson Santos, Willian da Cunha, José Irineu Siqueira, Márcia Araújo e Rodrigo Dominonni, como suplentes da Executiva. Além deles, Mauri de Souza, Mauricy de Sousa, Jorge Augusto, Carlos Silva, Celso Ferreira e José de Sousa assumirão o Conselho Fiscal do órgão.

Antes mesmo da votação, caso eleita, a nova direção já enfrenta várias dificuldades. A quantia de dirigentes na executiva teve de reduzir devido o fechamento da empresa Morpho em Taubaté. "Tivemos dois membros a menos. E três novas trabalhadoras deixaram de entrar na chapa", lamenta Sandro. A quantidade de sindicalizados, única condição para ajudar a enfrentar o difícil momento, também tem sérias problemas. Caiu mais de 50% da última eleição sindical para a deste ano, mesmo com o STIG conquistando ganhos para gráficos da Editora Santuário e Morpho.

Sandro e a sua diretoria conta com todo o apoio da Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp). "Conheço o STIG Taubaté faz bastante tempo sempre na luta em defesa da classe e assim acredito que continuará", diz Leandro Rodrigues, atual secretário geral da Federação e presidente do STIG Jundiaí. Ele relembra que em 2010, por exemplo participei da greve na WBS em Pindamonhangaba; e anos depois, na histórica greve na Morpho, ambas em defesa da manutenção e até avanço de direitos.

Para Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp, o STIG Taubaté estar nas melhores mãos. "Sandro assumirá a presidência da entidade pela 1ª vez, mesmo neste momento adverso. Acompanhamos há décadas o seu trabalho incansável, enfrentando muitas situações e negociações locais com um saldo muito positivo para os trabalhadores. E, agora, ele não se escondeu dessa tarefa, mostrando caráter e a sua predisposição de luta em prol da classe. Esperamos também que todos os gráficos do Vale do Paraíba também participem da luta. E inicia com a sindicalização", fala.

"Sabemos que não houve avanços nos últimos três anos, resultado este do golpe do governo Temer e da crise econômica, mas, com a nova lei trabalhista, apenas a unidade da classe será capaz de resistir a retirada de direitos. Associem-se", convoca a direção do STIG Taubaté e região.

written by FTIGESP

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