Abr 09

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Abr 08

Desde que anunciou sua autofalência, a empresa enfrenta protestos dos gráficos demitidos por seus direitos, liderados pelo STIG Barueri/Osasco

Hoje completa uma semana que a gráfica multinacional dos EUA, a RR Donnelley anunciou o fechamento da empresa após decretar sua falência no Brasil. Os 900 trabalhadores da unidade de Osasco e de Barueri e o Sindicato da classe (STIG) na região foram pegos de surpresa, diante da falta de aviso prévio e negociação. Houve só um comunicado. A maioria soube quando foi trabalhar na última segunda, sendo impedido de entrar na empresa. Não puderam nem pegar seus objetos pessoas lá dentro. E ainda não puderam. Talvez só esta semana, após três grandes protestos, na frente das duas unidade e do Consulado Geral dos EUA em São Paulo, que a empresa comece demiti-los oficialmente, e, mesmo assim, adiantou que não pagará as verbas rescisórias e outros direitos enquanto não for vendido seus bens no Brasil e, com o dinheiro, pagar o que for possível.

O único que responde hoje pela multinacional é um advogado contratado pela matriz da Donnelley para tratar do caso com o STIG, que tem agido em defesa dos trabalhadores desde a primeira hora da dita autofalência. O representante, porém, não apresentou solução para o assunto principal, que é a garantia do pagamento das verbas rescisórias de cada demitido, este que ainda não tiveram baixa na carteira de trabalho, tampouco suas rescisões contratuais e as respectivas descrições de quanto e quando vão receber. Só há uma sinalização de que as rescisões e baixas na carteira ocorrerão nesta semana. E permitirão que peguem os objetos pessoais nas plantas. Mas o advogado da empresa diz que nada será pago agora. Diz que dependerá do processo falimentar: só paga quando os bens da empresa no país foram vendidos, estimados em R$ 180 mi – montante este insuficiente porque será usado para pagar também os fornecedores.

Além do valor insuficiente, sabe-se também que todo esse processo leva muito tempo e, quando (se) isso acontecer, ultrapassará bastante os 10 dias definidos pela lei trabalhista para qualquer empresa pagar as verbas rescisórias após as demissões. Na prática, depois de lucrar por 25 anos enquanto esteve aqui no Brasil (só em 2018 foram R$ 8 bilhões com suas unidades no mundo), ela quer deixar os gráficos brasileiros prejudicados.

A direção e o jurídico do STIG continua insistindo na negociação para que a multinacional reveja a situação, e, com a participação ativa dos gráficos, está pressionando quase que todos os dias, como visto nos protestos da última semana. Está sendo negociado para os trabalhadores a liberação do saque do FGTS já depositado e do seguro-desemprego para cada um.

"Isto é o mínimo do mínimo que a Donnelley deve fazer, aliás, é uma mera formalidade, já que basta ela comunicar os órgãos do governo sobre estas questões, o que é sua obrigação patronal. Estamos solidários aos gráficos e não terá arrego enquanto a multinacional não cumprir os seus deveres. Já não basta a condição de desemprego que deixou a todos e o abandono agora. Paga Donnelley", diz Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), órgão que STIG Barueri/Osasco é filiado e que adianta que continua na luta política e jurídica em defesa da classe.

Falência e Justiça
"O STIG nos comunicou hoje que continua negociando o pagamento dos direitos dos gráficos, mesmo após a autofalência da Donnelley ter sido aceita pelo juiz do caso. O sindicato busca inclusive uma agenda com o administrar da autofalência indicada pela Justiça. Na reunião, buscará o FGTS, Seguro-Desemprego e baixa da carteira de trabalho de todos", diz Del Roy. A entidade também explicou que a decisão sobre as verbas rescisórias passa a ser de responsabilidade judicial por conta da ação aceita e em curso. Contudo, o STIG garantiu que continua na busca da agilização do pagamento, seja através da empresa ou do administrador. Todavia, acompanha tudo de perto. Este processo inicial da autofalência contará com toda assistência jurídica da entidade em prol dos gráficos.

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Abr 05

Alesp promove 2ª audiência pública diante da proposta do governador contra a Imprensa Oficial do Estado (Imesp) e outras empresas públicas

Na próxima terça-feira (9), em menos de um mês, uma nova audiência pública será realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), às 10h. Será abordado um assunto relevante para a população paulista atendida por seis empresas públicas estaduais. A Imprensa Oficial de São Paulo (Imesp) é uma das ameaçadas. O governador Dória quer dos deputados um cheque em branco para decidir o futuro das empresas. O gestor poderá até extingui-las, conforme consta em seu Projeto de Lei (PL 01/19), enviado à Alesp no início do ano. Dessa forma, cerca de 3 mil servidores correm risco de perderem seus empregos. E a população ficará bastante prejudicada se esta iniciativa virar lei. Os sindicatos dos profissionais envolvidos, a exemplo dos gráficos (STIG-SP), iniciaram a reação conjunta. Convocam os profissionais para audiência de segunda.

A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) garantiu a sua presença na audiência na Alesp. Leonardo Del Roy, presidente da entidade, realça a necessidade dos mais de 200 gráficos da Imesp participarem da defesa de seus empregos e da continuidade do serviço de qualidade para a população. "Além de dá transparência às ações do governo através da publicação no Diário Oficial há 128 anos, a Imesp produz livros para as escolas públicas de SP. Foram 67,2 mi de exemplares só em 2018, dentre outras publicações oriundas da gráfica", fala Del Roy.

A presidente do STIG-SP, Elisângela Oliveira, juntamente com dirigentes de outros sindicatos envolvidos, como Ana Minadeo, diretora do Sindicato dos Jornalistas e funcionária da Imesp há 23 anos, também reforçam o convite para a audiência pública na Alesp. No último dia 27, elas fizeram inclusive uma panfletam nas duas entradas de funcionários da Imesp. Lá, entregaram um jornal produzido pelo movimento sindical contra a PL. Elas mostraram a importância da manutenção da Imprensa Oficial e das outras empresas envolvidas.

Além da Imesp, as empresas públicas ameaçadas pela PL de Dória são Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa); Companhia Paulista de Obras e Serviço (CPOS); Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa); Companhia de Desenvolvimento Agrícola de SP (Codasp) e a Companhia de Processamento de Dados do Estado de SP (Prodesp).

A primeira audiência pública na Alesp sobre o tema aconteceu no último dia 27, sendo promovida pelo deputado estadual Carlos Giannazi (Psol). O parlamentar também está puxando a segunda audiência no mesmo local. Na primeira, onde reuniu vários deputados e o movimento sindical, Ana lembrou que se houver a fusão da Imesp com a Prodesp, ambas serão extintas para a criação de uma nova sem a definição do modelo de negócios, o que é sombrio para os trabalhadores e para a população.

Na ocasião, foi criado um Grupo de Trabalho formado pelos sindicatos, trabalhadores e a assessoria de Giannazi. A missão do grupo é fazer ações conjuntos para sensibilizar deputados a rejeitarem a PL de Dória. O coletivo realizou sua primeira reunião no dia 1º e já se reuniu com o Colégio de Líderes da Alesp no dia seguinte. Este colégio reúne todos os políticos que são líderes dos seus partidários na Assembleia, tendo poder de influência e de decisão sobre os demais deputados. O grupo de trabalho, assim como a Ftigesp e o STIG-SP, reforça para que todos os trabalhadores das seis empresas estavam na audiência de terça-feira

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Abr 04

Nesta quarta-feira (3), os trabalhadores da gráfica RR Donnelley, com o apoio do STIG, realizaram nova manifestação da porta da empresa na unidade Osasco. Os manifestantes demonstraram sua indignação com o anúncio de falência da empresa, que recorreu ao expediente de simplesmente fechar as portas alegando sequer ter condições para pagar as verbas rescisórias dos trabalhadores. No dia anterior, os trabalhadores paralisaram a Rodovia Anhanguera, na altura do km 18, em Osasco. As manifestações são uma das respostas ao anúncio de falência da empresa, que afirmou também não ter condições para pagar as verbas rescisórias dos gráficos. LEIA MAIS


FONTE: STIG BARUERI/OSASCO

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