Nov 25
CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2011/2012
JORNAIS E REVISTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO
 
Resumo das Condições Econômicas  
Empregadores e Trabalhadores Gráficos, do Setor de Jornais e Revistas do Estado de São Paulo:   Tendo em vista que a Convenção Coletiva de Trabalho foi acordada entre as partes, de um lado o SINDJORI - Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado de São Paulo e a Federação dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado de São Paulo, representando as Áreas Inorganizadas em Sindicatos Gráficos no Estado de São Paulo, e as entidades filiadas de: Araçatuba e Região; Barueri, Osasco e Região; Bauru e Região; Campinas; Franca e Região; Guarulhos e Região; Jundiaí e Região; Marília e Região; Piracicaba, Limeira e Região; Presidente Prudente e Região; Ribeirão Preto e Região; Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires; Santos e São Vicente e Região; São José do Rio Preto e Base Territorial; Sorocaba e Região; Taubaté e Base Territorial, exceto os Municípios de Araraquara - São Paulo (Capital), para o período de 1º de Outubro de 2011 a30 de Setembro de 2012, visando adiantar a comunicação às Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado de São Paulo, para que as mesmas possam efetuar o Reajuste de Salários no percentual de 8,5% e o pagamento das diferenças salariais do mês de Outubro de 2011, dos Salários do mês de Novembro e da 1ª Parcela do 13º Salário, dessa forma passamos um resumo das disposições principais que tem sua vigência a partir de 1º de Outubro de 2011, compreendendo também os empregados dos segmentos do setor gráfico abaixo mencionados:
Cláusula REPOSIÇÃO SALARIAL
A partir de 1º de Outubro de 2011, os salários dos empregados abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho serão reajustados de acordo com as condições abaixo: § 1º - Sobre os salários reajustados em 1º de Outubro de 2010, aplicar-se-á um reajuste de8,5% (oito inteiros e cinco centésimos por cento) a partir de 1º de Outubro de 2011. § 2º - Os percentuais de ajustes acima pactuados serão aplicados em todos os níveis salariais. Será concedido igual aumento aos empregados admitidos após a data base (01 de Outubro de 2010), desde que não venham a perceber salários superiores aos dos empregados mais antigos nas mesmas funções. Parágrafo Único – Inexistindo paradigma, fica assegurado o mesmo reajustamento limitado ao percentual residual que tenha incidido sobre a folha de pagamento de Setembro de 2011 de forma que o empregado mantenha a mesma proporcionalidade salarial que havia em Setembro em relação aos salários imediatamente superiores ou inferiores.
Cláusula SALÁRIO NORMATIVO (PISO SALARIAL)
A partir de 1º de Outubro de 2011, fica assegurado aos empregados abrangidos pela presente Convenção Coletiva, um Piso Salarial de R$ 824,00 (oitocentos e vinte e quatro reais) mensais.
Cláusula SALÁRIO FUNCIONAL
A partir de 1º de Outubro de 2011, fica assegurado a todo trabalhador gráfico que já se encontra no exercício do mesmo cargo há mais de 12 meses, um Salário Funcional de R$ 948,30 (novecentos e quarenta e oito reais e trinta centavos)mensais.
 
Cláusula HORAS EXTRAORDINÁRIAS – (manutenção das condições anteriores) Cláusula ADICIONAL NOTURNO – (manutenção das condições anteriores)
Cláusula PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS
Foi convencionado o valor de R$ 672,00 (seiscentos e setenta e dois reais) em duas parcelas iguais de R$ 336,00 (trezentos e trinta e seis reais) com o pagamento nos meses de Fevereiro de 2012 e Agosto de 2012.
Cláusula CESTA BÁSICA – VALE COMPRA
A cada trabalhador com carga horária integral na empresa será fornecida todo mês uma cesta básica conforme discriminação abaixo podendo ser alterada desde que não implique na sua qualidade e peso. Poderá a empresa optar-se por substituir a referida Cesta-Básica por um Vale-Compra equivalente a R$ 110,00 reais mensais, garantindo-se as situações mais favoráveis em cada empresa. § 8º - A cesta-básica deverá ser entregue aos trabalhadores até no máximo dia 10 de cada mês, conforme conteúdo abaixo;  
04 pacotes 01 kg açúcar refinado   04 pacotes 500 grs macarrão espaguete
03 pacotes 05 kg Arroz agulhinha tipo I   04 latas 900 ml óleo de soja
01 pacote 200 grs biscoito recheado   01 lata 300 grs. extrato de tomate
03 pacotes 500 grs café torrado e moído   01 pacote 01 kg sal refinado
01 pacote 500 grs farinha de mandioca   01 pote 700 grs. goiabada em massa
02 pacotes 01 kg farinha de trigo especial   01 lata 135 grs. sardinha em óleo
04 pacotes 01 kg feijão carioca novo   01 pote 300 grs. tempero completo
01 pacote 500 grs fubá tipo mimoso        
 
Cláusula BENEFICIÁRIOS DA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO – ENQUADRAMENTO SINDICAL
Os empregados do Setor Gráfico que exerçam suas atividades nas Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado de São Paulo, respeitados os critérios de Enquadramento Sindical de outras categorias assim como as características das gráficas de Jornais e referenciadas na nomenclatura do Quadro 9.2 e do Grupo 7, da CBO - Classificação Brasileira de Ocupação do Ministério do Trabalho e Emprego, e nos códigos de descrição do CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas, que compõem as seguintes atividades:
Processo a Quente: Linotipo, Paginadores, Processo de Fotomecânica, Fotolito, Clicheria em geral, Impressão em geral;
Processo a Frio: Processo de Pré-Impressão em geral, Programadores e Operadores de Computador Gráficos, Tecladista (Past Up), Operadores de Foto-Composição, Digitação e Diagramador em Terminal de Vídeo de Matéria Redacional (quando não executada por Jornalistas devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego), Remessa/expedição (responsável pelo processo de retirada do jornal impresso da saída da impressora e disponibilização para encarte/distribuição/circulação), Laboratorista e/ou CTP, Operador de processo de Tratamento de Imagem, Operador de Escâner. Todas as demais disposições contidas na Convenção Coletiva de Trabalho referente ao Exercício de Outubro de 2011 a Setembro de 2012, serão encaminhadas posteriormente.
A Diretoria

written by FTIGESP

Nov 25
País só cria vagas de baixa remuneração, de acordo com dados do Caged         
O crescimento do mercado de trabalho brasileiro ocorre principalmente entre os empregos que pagam até dois salários mínimos. O saldo entre admitidos e demitidos só é positivo até essa faixa salarial, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Acima dessa faixa, demite-se mais do que se contrata. O avanço do salário mínimo, cujo poder de compra vem crescendo, "empurra" uma parte desses trabalhadores para a base da pirâmide salarial, compondo uma forte concentração nos postos de trabalho com salários menores.
Para especialistas em mercado de trabalho ouvidos pelo Valor, a concentração das novas vagas em baixo salários é um sinal de que não existe, de forma generalizada, um apagão de mão de obra qualificada.
Dados do Caged mostram que entre janeiro e setembro deste ano o saldo de empregos foi positivo em 1,78 milhão, com a criação de 1,92 milhão de vagas na faixa que paga até dois salários mínimos e o fechamento de cerca de 140 mil entre as faixas que pagam acima desse valor. As vagas criadas para pagar "baixos salários" foram 7,44% maiores que o saldo total de vagas. Nesse mesmo período em 2010, a relação era menos significativa, de 5,35% - 2,29 milhões de empregos que pagavam até dois salários mínimos foram criados, contra o saldo de 2,18 milhões de vagas criadas.
Esse movimento indica que as empresas estão demitindo pessoas que ocupam cargos com salários maiores e pagando menos na hora de contratar. "Há um 'empacotamento' da estrutura de remuneração no salário mínimo. As empresas demitem quem recebe mais e contratam pagando valores indexados ao mínimo", afirma Claudio Dedecca, professor de economia da Unicamp.
A concentração nessa faixa mais baixa também ocorre porque o salário mínimo tem avançado significativamente e o seu poder de compra, aumentado. "No ano que vem, quando o salário mínimo crescer ainda mais, essa concentração vai aparecer com ainda mais intensidade", explica João Saboia, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ). Os cálculos do Ministério do Planejamento para o reajuste do mínimo em 2012 chegam a 14,26% e o valor, por enquanto, está fixado em R$ 622,73.
O tipo de emprego criado no país é determinante na hierarquização dos salários. No Brasil, é o setor de serviços que está recebendo boa parte dos cerca de 2 milhões de trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho neste ano. "A realidade brasileira é explicada pela nossa estrutura ocupacional, que gera empregos sobretudo no setor de serviços, e mais recentemente na construção civil. Em serviços, muitos jovens têm o seu primeiro emprego. O telemarketing é um bom exemplo. E essas vagas pagam salários baixos", diz Sérgio Mendonça, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A desaceleração da economia e a inflação maior produziram aumentos reais menores em 2011, o que corroeu o rendimento dos trabalhadores e manteve o condicionamento de grande parte dos salários ao valor do mínimo. Foram raros os casos em que as negociações coletivas trouxeram aumentos reais maiores que 2%.
Além disso, a evolução do rendimento médio da população ocupada está desacelerando. Em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2010, o avanço foi de 0,01%. Na comparação entre os meses de agosto de 2010 e 2011, o crescimento tinha sido de 3,15%. Ao mesmo tempo, a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME / IBGE), realizada em seis regiões metropolitanas, mostra que o desemprego está caindo constantemente e atingiu recorde de baixa em setembro, com 6,0%.
"Não existe apagão de mão de obra qualificada. Nem sobra. Se sobrasse, o mercado não teria como absorvê-los. Em algumas situações bem específicas, faltam profissionais mais qualificados, como na construção civil, mas essa parcela representa muito pouco no conjunto de 2 milhões de empregos que estão sendo gerados nos últimos anos", afirma Mendonça. "E também não adianta ter oferta de profissionais cada vez mais escolarizados se as vagas que estão sendo criadas são para ficar atrás de um balcão no comércio."
A capacidade do mercado de trabalho no Brasil absorver tantos profissionais com ensino superior também é questionada por Saboia. "Há muitas escolas de baixíssimo nível formando pessoas mal preparadas, que acabam sendo dispensadas pelo mercado e ocupando vagas que exigem qualificação menor. Talvez seja o momento de formar menos universitários e mais pessoas em cursos técnicos", sugere o professor da UFRJ.
Esse apagão de mão de obra, contudo, pode chegar, e em pouco tempo, segundo Mendonça, do Dieese. Ele explica que o crescimento da população economicamente ativa está sedesacelerando no país, reflexo do processo de envelhecimento pelo qual a sociedade brasileira começa a passar, o que deve apertar o abastecimento de mão de obra caso se confirme um ritmo de crescimento em torno e 4% nos próximos anos. "Se esse cenário vingar, teremos um problema de força de trabalho, a não ser que se invista em tecnologia para mecanizar alguns setores ou se importe mão de obra", explica. (Fonte: Valor Econômico)  
 
Mais de 50% dos trabalhadores são vítimas da rotatividade, revela Dieese       
Os capitalistas brasileiros choram de bolso e barriga cheia quando reclamam da suposta rigidez da legislação trabalhista. Recente estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que a rotatividade da mão de obra na economia nacional avançou consideravelmente ao longo da última década, chegando a 53,8% em 2010, percentual que seria considerado um escândalo em países onde as relações entre capital e trabalho são um pouco mais civilizadas. Os resultados da pesquisa, que teve entre suas fontes a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), foram reunidos no livro intitulado Rotatividade e flexibilidade do mercado de trabalho. Em 2001, a taxa de rotatividade era de 45%. Em 2008, ano de crise, já chegava a 52,5%. Recuou a 49,4% em 2009 e voltou a subir para 53,8% em 2010. Isto ocorreu paralelamente ao crescimento do emprego formal e redução do nível de desemprego.
Um carnaval de demissões
Em números absolutos, o total de trabalhadores e trabalhadoras demitidas anualmente passou de 12,2 milhões em 2003 para 19,9 milhões em 2009. Construção civil e agricultura são os ramos da economia com maior taxa de rotatividade. Não chega a surpreender que a Administração Pública, onde boa parte dos empregados goza de estabilidade, exiba a menor taxa. Ao descontar da taxa de rotatividade os desligamentos voluntários ou decorrentes de morte, aposentadoria e transferências que implicam apenas mudança contratual, o índice recua, mas permanece expressivo (37,3%). Em 2004, a taxa com esses descontos era de 32,9%. Mais da metade das demissões ocorrem por obra e graça do patronato, que ainda reclama do excesso de regulamentação, direitos e rigidez da legislação trabalhista.
 
Exclui quatro motivos de desligamentos: transferências, aposentadoria, falecimento e demissão voluntária                                                                                                       
 
Campeão da flexibilidade
O levantamento mostra que o tempo médio de permanência do brasileiro no emprego foi de 3,9 anos em 2009, considerando o total de vínculos empregatícios no ano. Em 2000, era um pouco maior, 4,4 anos. É o pior quadro, depois dos EUA, em 25 países selecionados pelo Dieese. A rotatividade, conforme notam os técnicos do Dieese, é um óbvio indicador da flexibilidade do mercado de trabalho, talvez o principal. Os dados não deixam margem a dúvidas a este respeito: o Brasil é um campeão da flexibilidade, ao lado dos EUA. Fica muito distante dos padrões europeus, onde o tempo médio de permanência do trabalhador no emprego supera 11 anos na Itália (11,7), França (11,6), Bélgica (11,6), Alemanha (11,1) e Portugal (11,1).
Alienação
No mecanismo transparece, de um lado, o livre arbítrio do patronato para admitir e demitir, que contraria o espírito da Constituição Cidadã de 1988. De outro, aquilo que Karl Marx chamava de alienação do trabalhador, no caso em relação aos meios de produção, que pertencem ao empregador e sem o qual a força de trabalho é impotente. A empresa não pertence ao assalariado, que é desse meio alienado e onde é bem menos cotado que as máquinas. Ainda que queira e mesmo fazendo a coisa certa o pobre coitado não consegue evitar o facão do capital, se o capitalista, que no mais das vezes não conhece a opressão de uma jornada de trabalho alienada, desejar. Geralmente, o patronato usa a rotatividade para rebaixar ou moderar a evolução do valor dos salários, realizando novas contratações por valores menores, mas esta lhe é últil também para dificultar a organização sindical dos trabalhadores. Quem fica pouco tempo no posto de trabalho não chega a criar vínculo e identidade com as categorias, em geral não desenvolve a consciência de classe e é pouco propenso a se organizar através dos sindicatos.
Constituição é letra morta
O Artigo 7º da Constituição Federal define, no primeiro parágrafo, que a relação de emprego deve ser "protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos". O diabo reside no detalhe da "lei complementar". A Carta Magna foi promulgada em 1988, mas até hoje o princípio constitucional não foi regulamentado em função do lobby exercido pelos grandes capitalistas num parlamento cuja maioria é composta por empresários. A propósito, no início deste mês a Comissão de Trabalho da Câmara rejeitou o PLP 8/03, do deputado licenciado Maurício Rands (PT-PE) que pretende regulamentar o artigo 7º da Constituição para coibir a demissão sem justa causa. O projeto ainda será examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara.
Leia mais:
PLP 8/03: Trabalho rejeita regulamentação de demissão sem justa causa
As centrais sindicais reclamam a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que também coíbe a demissão imotivada, mas confrontam com o mesmo obstáculo, ou seja, a maioria conservadora e patronal no Congresso Nacional. A convenção chegou a ser ratificada no Brasil durante o breve governo de Itamar Franco, mas pouco tempo depois foi denunciada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.
Lobby capitalista
O ex-presidente Lula enviou ao Congresso uma mensagem pedindo a ratificação da Convenção 158, mas a proposta também foi derrotada na Comissão de Trabalho da Câmara, que aprovou o parecer contrário (inspirado nas considerações da Confederação Nacional da Indústria - CNI) do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-PE). Projetos de lei regulamentando o parágrafo 1º do Artigo 7º da Constituição também tramitam no Congresso. Mas a correlação de forças desfavorável no legislativo, onde o poder do lobby patronal (que efetivamente financia as campanhas de deputados e senadores) é imenso, indica que o movimento sindical só pode alcançar o objetivo elementar de transformar a letra morta da Carta Magna em realidade, tornando o trabalho menos alienado e as relações sociais mais civilizadas, se tiver a capacidade de mobilizar e conscientizar a classe trabalhadora para a luta. Afinal, o capital é poder social (econômico e político) concentrado, conforme ensina Marx; tem o dinheiro que irriga as caríssimas campanhas eleitorais, corrompe consciências e manipula o sistema político. Mas a classe trabalhadora, esmagadora maioria, tem a oportunidade do voto que elege, embora careça de uma consciência mais clara e avançada da própria história. Uma vez que consiga manifestar e defender nas ruas os seus próprios interesses pode mudar o humor do Parlamento. É este o desafio das centrais sindicais. (Fonte: Portal Vermelho, com Dieese)  
 
Taxa de desemprego fica em 5,8% em outubro, a menor para o mês desde 2002
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país ficou em 5,8% em outubro. É a menor taxa para o mês desde 2002, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reformulou a Pesquisa Mensal de Emprego. Os dados divulgados hoje (24) mostram que a taxa apresentou leve queda em relação ao resultado de setembro (6%) e de outubro do ano passado (6,1%). Cerca de 1,4 milhão de pessoas estavam desocupadas no mês passado, enquanto 22,7 milhões de brasileiros trabalhavam. Na comparação com outubro de 2010, houve aumento de 1,5% no número de pessoas ocupadas (adicional de 336 mil trabalhadores) em 12 meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não teve variação significativa em relação ao total de setembro. Na comparação com o de outubro de 2010, houve aumento de 7,4%, o que representou um adicional de 765 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano. O rendimento médio real dos ocupados (R$ 1.612,70) também não variou na comparação com setembro e permaneceu estável ante outubro do ano passado. A massa de rendimento real (R$ 36,9 bilhões) ficou estável em relação a setembro. Na comparação com o valor registrado em outubro de 2010, houve alta de 0,9%. As regiões metropolitanas analisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) não apresentaram variação significativa na taxa de desocupação na comparação com a de setembro. Já em relação à de outubro de 2010, houve queda de 2 pontos percentuais na região metropolitana de Recife e de 0,8 ponto percentual em Belo Horizonte e elevação de 0,7 ponto percentual em Porto Alegre. Nas demais, o índice ficou estável. A estimativa do nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação àquelas em idade ativa) em outubro também ficou estável em relação à de setembro e à de outubro de 2010: 54% no total das seis regiões. Na comparação com a de outubro de 2010, ocorreu redução de 1,5 ponto percentual em Salvador e de 1 ponto percentual em Porto Alegre. No Rio de Janeiro, o indicador aumentou 2 pontos percentuais. Dos grupamentos de atividade, de setembro para outubro, houve acréscimos em dois contingentes de trabalhadores: os da construção, com alta de 4,7% (76 mil pessoas), e os de serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, com aumento de 8,4% (286 mil pessoas). Os demais grupamentos não se alteraram nesse período. Na comparação com o de setembro, o rendimento médio aumentou em três das seis regiões em outubro: Recife (5,1%), Salvador (1,5%) e Belo Horizonte (0,8%). No entanto, caiu no Rio de Janeiro (1,6%) e em Porto Alegre (0,6%) e não variou em São Paulo. Em relação ao valor de outubro de 2010, houve declínio em Recife (6%) e no Rio de Janeiro (1,9%) e aumento em Salvador (3,7%) e Belo Horizonte (2,5%). Em São Paulo e Porto Alegre, o rendimento médio ficou estável.   Fonte: IBGE
 
Jorge Caetano Fermino
 

written by FTIGESP

Nov 24
Ao
Ilmo. Senhor
CELSO GONÇALVES DE FREITAS
DD. Presidente do SINGRAFCAMP
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Campinas
Rua Barão de Paranapanema, Nº 146 – Bloco – B – 10º Andar – Sala 101
CAMPINAS – SP
CEP 13026-010
E-mail: singrafcamp@terra.com.br / celso@purarte.com.br / mellenio@purarte.com.br
 
Ref.: Nossa manifestação de repúdio a posição do SINGRAFCAMP de se negar a negociar a Renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e propor a retirada de vários direitos e de condições pré-existentes da Convenção Coletiva de Trabalho vigente.
 
Prezado Senhor Presidente:
 
A FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA GRÁFICA, DA COMUNICAÇÃO GRÁFICA E DOS SERVIÇOS GRÁFICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, por seu Presidente que abaixo subscreve, em nome das entidades Federadas, vem à presença de V. Sa. manifestar o nosso repúdio em relação a condição que está sendo apresentada pelo SINGRAFCAMP negando-se a discutir quaisquer reivindicações dos trabalhadores e em contra partida propõem a retirada de vários direitos dos trabalhadores gráficos e de condições pré-existentes negociadas a muitos anos com o STIG de Campinas.
Esta posição patronal não tem qualquer justificativa, tendo em vista ao cenário gráfico atual e os acordos firmados dentro do segmento gráfico pelo STIG do ABCDMR e Baixada Santista, pela Federação dos Gráficos, e pelo STIG de São José do Rio Preto, que consolidaram um processo de negociação renovando as suas Convenções Coletivas de Trabalho em patamares muito superiores ao que está sendo proposto, pois em nenhum caso houve qualquer redução de direitos e mesmo que não se tenha negociadas novas condições as Convenções Coletivas de Trabalhos vigentes foram renovadas sem alterações com a recomposição do período inflacionário acrescidos de Aumento Real em de 2,20%.
Há muitos anos acompanhamos o nosso filiado e as negociações que se desenrolam no STIG de Campinas, e em nenhum momento deparamos com uma posição patronal apresentada neste processo negocial de total intransigência e de desrespeito aos trabalhadores gráficos, pois são para os seus próprios empregados que estão sendo proposto o aviltamento de seus direitos.
Temos claro como profissional gráfico que dentro do processo produtivo o trabalhador gráfico é e sempre será a parte mais importante, e como tal deverá ser respeitado e valorizado, até porque trata-se de uma categoria altamente profissional e não tem qualquer sentido estar diante de propostas que reduzam os seus direitos produzindo e gerando a sua desvalorização profissional.
A Federação e seus 18 Sindicatos estão solidários aos trabalhadores gráficos de Campinas, e fará todos os esforços possíveis para impedir esta tentativa patronal de retirar direitos e de não estabelecer um processo de negociação dentro dos parâmetros que a muitos anos foram efetuados pela classe patronal e os trabalhadores gráficos.
Finalmente entendemos e propagamos que o processo negocial ainda é o melhor caminho para a solução das pendencias trabalhistas, e nesse sentido é que estamos na expectativa da retomada do processo negocial buscando a Renovação da Convenção Coletiva de Trabalho vigente, mas se a intransigência patronal continuar estaremos solidários e presentes juntos aos companheiros gráficos de Campinas e faremos todos os esforços no sentido de enfrentar esta posição patronal de total prejuízo aos trabalhadores gráficos.
 
Leonardo Del Roy
Presidente da FTIGESP  

written by FTIGESP

Nov 24
Solicitação de ajuda do STIG de Campinas diante da intransigência
Patronal em não querer firmar a Convenção Coletiva de Trabalho
2011/2012, e propor a retirada de vários direitos da Convenção Coletiva
vigente.
 
Prezados Companheiros:
 
A FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA GRÁFICA, DA COMUNICAÇÃO GRÁFICA E DOS SERVIÇOS GRÁFICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, foi informada pelos companheiros do STIG de Campinas, que no dia 28 de Novembro de 2011 (segunda-feira), às 05:00 horas da manhã, estarão fazendo uma concentração na Sede do Sindicato, sita à Rua Boaventura do Amaral, nº 498, Centro (próximo ao Bosque), donde está programado paralisações nas empresas, tendo em vista a proposta patronal de não conceder reajuste acima da inflação e propor a retirada de vários direitos dos trabalhadores reduzindo consideravelmente a Convenção Coletiva de Trabalho.
Diante dessa posição de intransigência Patronal, conclamamos a todos os Sindicatos a unirem-se no sentido de impedir esta tentativa Patronal na busca de reduzir direitos dos trabalhadores.
Contamos com a participação de todos os Sindicatos Federados, Entidades Co-Irmãs e Centrais Sindicais, para impedir a ação Patronal de redução de direitos e exigir respeito a seus próprios trabalhadores, que são a parte mais importante do processo produtivo, e como tal tem que ser respeitada e valorizada.
Até a vitória dos trabalhadores.

written by FTIGESP

Nov 24
Sindcont-SP realiza curso sobre Certificação Digital, Conectividade Social e FGTS      
O Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP promove o curso “Certificação Digital, Conectividade Social e FGTS”, no dia 26 de novembro, sábado, na sede da entidade, no centro de São Paulo. A capacitação se destina as empresas em geral, contabilistas, auditores, consultores, profissionais de recursos humanos, profissionais de departamento pessoal e demais interessados no tema e ligados à área. O objetivo é informar os principais aspectos da Conectividade Social - ICP relacionadas às obrigações dos empregadores em geral, conforme orientações dadas pela Caixa Econômica Federal, inclusive quanto à Circular nº 547/11. Entre os temas abordados serão discutidos o conceito de Conectividade Social – ICP, como obter e a emissão do Certificado Digital, além dos custos, validade e tipos. A Procuração Eletrônica também será abordada. A instrutora do curso será a advogada Valéria de Souza Telles. Ela é professora universitária em cursos preparatórios para concursos, empresariais e profissionalizantes, consultora e assessora jurídica nas áreas de Direito do Trabalho, Processual do Trabalho e Previdenciário. Além disso, foi consultora da IOB-Thompson por nove anos. Valéria é autora de livro e publicações e é pós-graduada pela Escola Paulista de Direito. As inscrições podem ser feitas pelo site www.sindcontsp.org.br, com o preenchimento do formulário. Informações e inscrições: 3224-5100 de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, ou pelo e-mail: cursos@sindcontsp.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Abigraf  
 
Brasil atinge hoje marca de R$ 1,3 trilhão de impostos pagos       
O Brasil atinge, por volta das 15h desta quarta-feira (23), a marca de R$ 1,3 trilhão de tributos federais, estaduais e municipais pagos só este ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Somente nesta terça-feira (22), o Impostômetro bateu o recorde histórico de toda arrecadação do ano passado, que foi de R$ 1.291.150.079.258,70. O presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, afirma que o fato do impostômetro estar a cada ano batendo recordes na arrecadação de impostos não surpreende, já que esta situação vem ocorrendo todos os meses, desde o início do ano. Para ele, o problema é que o aumento da arrecadação, no entanto, não tem revertido em mais e melhores serviços. “O ano vai chegando ao fim e a arrecadação deve crescer 20% até o fim deste ano, em comparação com 2010, sem uma contrapartida na melhoria dos serviços públicos”, ressaltou. De acordo com a ACSP, com o crescimento da arrecadação em 2011, já é possível afirmar que o Impostômetro ultrapassará a marca de R$ 1,5 trilhão no último dia desse ano. O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios. O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano. UOL  
 
A revolução digital do jornal El País      
Nos últimos três anos o mercado publicitário espanhol caiu 33%, passando de 7,7 milhões de euros para 5,1 milhões de euros. A queda no mercado de jornais foi ainda maior: 44%, indo de 1,9 milhão de euros para 1,1 milhão no mesmo período. A circulação também não passou incólume pela crise econômica e acumula retração de 35%. Diante deste cenário pouco amistoso o jornal El País, fundado em 1976, precisou se reinventar. “Mudamos o foco e começamos a fazer coisas diferentes. Tivemos que fazer uma grande transição. Deixamos de ser um jornal de papel para ser uma empresa multimídia”, disse Víctor Arbáizar González, diretor de operações do título, durante o painel inicial do segundo dia do INMA Seminário Internacional de Jornais, que acontece em São Paulo. Para se adaptar à nova realidade do mercado, a empresa promoveu mudanças estruturais. Terceirizou sua área de sistemas, vendeu as operações de impressão e distribuição e passou a dividir com outros veículos do grupo (como os jornais As, de esporte, e CincoDias, de negócios) os departamentos financeiro e de RH. Com isso, o El País focou suas atenções no marketing e na redação. Lei matéria completa clicando aqui. Meio & Mensagem  
 
Próximo ano pede cautela com o crédito        
Diante de um cenário externo complexo em que as economias dos Estados Unidos e da Europa caminham para uma recessão, o Brasil deverá registrar baixo crescimento em 2012 e, em alguns momentos do próximo ano, as empresas poderão assistir à baixa liquidez no mercado de crédito. Nesse contexto, micro, pequenas e médias empresas devem ser bastante cautelosas e não devem se endividar. “O ano de 2012 deve ser reprise do que se viu em 2009, quando tivemos baixa expansão e podemos ver secura no mercado de crédito em alguns momentos", afirmou o economista Ricardo Amorim, sócio da Ricam Consultoria. A cautela, no entanto, poderá ser abandonada gradualmente, porque, em 2013 e 2014, a economia brasileira deve acelerar o ritmo, impulsionada pela realização da Copa do Mundo de Futebol e pelas eleições. "Se o pequeno empresário for cauteloso em 2012, poderá se aproveitar da bonança que virá nos próximos anos", analisou Amorim. Se o cenário de curto prazo traz receios, no médio e longo prazo as pequenas e médias empresas devem viver tempos auspiciosos. "Mesmo se o Brasil não resolver seus problemas, pode repetir o crescimento anual de 4,9% dos últimos oito anos ao longo dessa década. Nesse contexto, as pequenas e médias empresas deverão passar por um forte crescimento, podendo ter expansão superior às grandes companhias", disse. Para Amorim, o cenário de crédito no médio e longo prazo será mais abundante nessa década, com oferta de mais recursos e queda dos juros, o que destravará o principal problema das empresas: o financiamento. Isso ocorrerá porque o retorno financeiro do mercado brasileiro será bem superior ao de outros países, o que deverá trazer mais dinheiro para cá. Em paralelo, a ascensão social continuará ampliando o mercado consumidor, que ganhou mais de 50 milhões de pessoas nos últimos dez anos. Valor Econômico/Adaptado por RV&A  
 
Uso consciente do 13º beneficia trabalhador
Com o pagamento do 13º salário, chega para o consumidor brasileiro o momento de decidir entre o pagamento de dívidas, as compras de Natal ou a possibilidade de fazer algum investimento..  De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), 60% dos brasileiros vão usar o 13º para saldar as dívidas, a maior parte delas provindas do cartão de crédito e do cheque especial, e isso represen ta um aumento de 5,26% em relação a 2010. Já a pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com o grupo Ipsos aponta que a incerteza do brasileiro em relação ao que fazer com 13º é bem maior atualmente que no ano passado. Em 2011, 27,8% dos entrevistados disse que estava inseguro em relação ao que fazer com a primeira parcela do último salário do ano, que chega no dia 20 de novembro. Esse número representa quase 10% a mais que em 2010. “Administrar conscientemente e com confiança o dinheiro do 13º traz a vantagem de evitar gastos dispensáveis e permite aplicar as economias em alguma área que possa fazer o dinheiro render mais, como um negócio”, destaca Luiz Carlos do Nascimento, o diretor presidente da Sorocred, financeira especializada nas classes C, D e E. Para quem já tem a renda bastante apertada e empréstimos são essenciais para manter as contas em dia, saber onde realizar financiamentos é indispensável. E uma forte tendência revelada na pesquisa da ACSP/IPSOS é a utilização da primeira parcela do 13º para a compra de material de construção para realizar reformas em casa ou no próprio estabelecimento de trabalho: o número de entrevistados com essa intenção mais do que dobrou, de 2,3% em 2010, para 5,11% em 2011. “Percebemos essa demanda e a Sorocred lançou uma linha de financiamento especial para a compra de material de construção, sobretudo porque as classes C, D e E tem aumentado seus ganhos e querem reformar a casa para melhorar a qualidade de vida da família”, explica Nascimento. Quais são as outras maneiras das classes populares aplicarem o 13º? Quanto gastar e quanto economizar desse salário? Como administrar as despesas para evitar que esse dinheiro se transforme em uma dívida ainda maior? Fonte: Desibas On Line    
 
Jorge Caetano Fermino  

written by FTIGESP

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